Na
manhã seguinte, o outro havia desaparecido, virado pó, deletado os
e-mails, apagado as mensagens, mudado todas as senhas, levado as chaves.
Só havia sobrado ele ali, de pé, em frente ao espelho embaçado, reflexo
tênue do que houvera sido. Naquela manhã, ele sequer conseguira
respirar fundo, e o mundo, ao redor, nem melhor nem pior, seguia o seu
rumo.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Dê tempo ao tempo
Assim que ele conseguiu
uma pausa para respirar depois daquela manhã agitada,
foi que se deu
conta de que a vida o levava lentamente.
Parou.
Respirou profundamente.
Uma. Duas. Infinitas vezes.
Dali a pouco era hora de recomeçar.
Não lhe era permitido perder tempo,
já que ele esquecera de sair do lugar.
No pulso, um relógio sem ponteiros
a desviar-lhe as horas.
Os segundos pulsavam presos
dentro do peito,
bombeando o sangue de areia grossa
que escorria naquela ampulheta.
Bem devagar.
Parou.
Respirou profundamente.
Uma. Duas. Infinitas vezes.
Dali a pouco era hora de recomeçar.
Não lhe era permitido perder tempo,
já que ele esquecera de sair do lugar.
No pulso, um relógio sem ponteiros
a desviar-lhe as horas.
Os segundos pulsavam presos
dentro do peito,
bombeando o sangue de areia grossa
que escorria naquela ampulheta.
Bem devagar.
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