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segunda-feira, 18 de maio de 2009

As coisas boas da vida


Ontem, domingo, mais uma vez fui pra cozinha preparar o almoço para a família. Meu filho mais velho estava lá em casa. Levou junto a namorada. Minha mãe levou a filha da vizinha, amiga dos meus mais novos e meu pai levou a Coca-Cola. Comigo, com a Claudia e os dois pequenos, éramos um total de 9. No cardápio, um lombinho congelado desde o Natal, que temperei com vinho tinto, limão, alho, cebola roxa, pimenta do reino, sal e louro. Ficou marinando dois dias antes de ir para o forno. Fiz também umas cebolas carameladas, umas batatas assadas no molho do lombinho, além de arroz e uma farofa de alho. Fiquei praticamente a manhã toda na cozinha preparando o almoço. O cheiro bom que saía do forno deixava todo mundo com água na boca e minha mãe disse que o prédio estava perfumado. Exagero dela.
A verdade é que o lombinho estava sensacional e todos comeram de se lambuzar. Tanto que não sobrou nem um tiquinho pra contar história. Mas, cá pra nós, o lombinho nem interessa tanto assim, o que interessa é que ontem, almoçando a comida que eu mesmo tive o prazer em fazer, na presença da minha família, fui envolvido por uma aura de emoção que pode até parecer piegas para muitos de vocês, mas que para mim não é. Desde pequeno eu sonhava em constituir uma família pra poder reunir todo mundo em volta de uma mesa farta, onde o respeito e o amor fossem peças fundamentais. E eu tive a sorte de conseguir realizar este sonho.
Até porque, não é todo mundo que tem a sorte de reunir a família numa mesa de almoço em pleno domingo; não é todo mundo que tem a sorte de ter filhos bacanas por perto e saber o valor que isso tem; não é todo mundo que sabe quanto vale uma família sólida e como é importante ter uma família como alicerce para todo o resto na vida. Ou então desperdiçam a oportunidade de conviver em família e vão em busca de sabe-se lá o quê. Isso sem dizer que não é todo mundo que tem a sorte de ter o que almoçar, seja num domingo ou em qualquer outro dia.
Eu pensei nestas coisas todas ontem enquanto almoçava. Tenho certeza que ninguém percebeu que eu pensava. Não sei se tinha mais alguém emocionado ali. Acho que não. Depois do almoço e da louça lavada, uns ficaram conversando na sala e outros na varanda. As crianças desceram para brincar no play. E eu fui pro quarto. Eu, meus botões e minha imagem de São Jorge. Agradeci a ele por me dar conta destas coisas boas da vida. É por estas e outras que a vida vale a pena. Ou não é?