Não vês? Não sentes?
Essas mãos que aqui escrevem
tantas palavras entrelaçadas
são as mesmas que se cruzam
em teus contornos,
rascunhando carinhos na tua pele.
Tu és rima breve em minha boca
ao encontro da tua boca.
És a curva do meu rio em direção ao mar,
saliva doce língua leve,
o verbo que deságua em mim,
o sopro que me faz gozar.
És correnteza, força bruta da natureza,
és minha poesia, tens meu lado mais bonito,
meu encantamento,
os versos que sempre trago comigo.